domingo, 8 de maio de 2011

Teríamos dois filhos, uma casa, um cachorro, uma felicidade e mais nada.

Esses foram os nossos planos, planos que em pouco tempo construímos e que futuramente estabilizados iríamos por em prática.

Mas o futuro foi mais cruel, decidiu que não seria desta forma. Os filhos foram substituídos os pais, a casa será somente de um dono, o cachorro será o enfeita da rua, e felicidade foi dada para outro. Só me restou o nada mais, que com ele não fiz mais nada, nada mais.

Decidi não fazer planos. Hoje espero por coisas boas, porque a melhor o futuro decidiu não ter. Hoje grito, mas ninguém escuta por conta do temporal. Lembro-me perfeitamente quando você me escutava, era exatamente no tempo em que a felicidade fazia folia em minha vida.

Nesse meu diário foi escritos coisas diárias de alguém, algum, alguma coisa. Não sei mais o que sou. Na verdade não sei que forma você foi embora.

De que forma mesmo você foi embora?

08/05/2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ateei fogo à chuva

Confesso que cometi esse crime, e também confesso que não estou arrependido.

Enquanto a chuva caia lá fora, eu lembrava nosso bons momentos. Momentos a qual me fez cometer este delito. Veio-me lembranças ótimas de tudo o que eu não queria lembrar, e via a chuva cair enquanto eu estava olhando da janela entre o vidro.

A casa estava totalmente escura e minha mente, totalmente corrompida. Não se via nem qualquer sombra de algum objeto, pois tudo era um breu. Mas em certo momento sentando em outro ponto da casa, senti minha cabeça possuída por demônios, e em instantes, abre-se a Caixa de Pandora.

Corri para fora de casa com ódio e amor de tudo e todos e ateei fogo à chuva. Fiquei admirando o fogo caindo do céu. O amor era ódio, o ódio era amor, a água era chuva, a chuva agora é fogo, e o fogo para mim ainda não era nada.

Ainda não sei se era miragem, mas lhe vi em minha frente. Enquanto a chuva caía você queimava. Vi-lhe gritando e agoniando no fogo, e nenhuma reação tive. Meus olhos lascivos sobre ti viram o que eles queriam.

Enquanto você se queimava, eu gritava o teu nome.

Enquanto você se queimava, eu gritava o teu nome...

Enquanto você... eu... teu nome.

Maldito seja meu outro eu.

05/05/2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Apenas um toque.

É preciso apenas um toque, é preciso apenas um olhar, é preciso apenas de um simples gesto para que tudo se torne mágico com você.
Pegue em minhas mãos e me leve para qualquer lugar, e deixe que a imaginação tome conta de tudo. Nossas mentes serão guiadas para um espaço onde somente existirá eu e você. Nossos corpos ainda continuarão a aparentar sendo dois, mas nós saberemos que estaremos em sintonia para sermos apenas um, apenas eu e você.
Pegue apenas em minha mão, deixemos todos os maus entendidos de lado, todas as nossas preocupações e problemas. Descobriremos um no olho do outro que existe vida após a morte, pois seus olhos são a porta para eu ver sua alma. Olhe em meus olhos e verá a minha junto a sua, vai parecer engraçado, mas alguém tatuou você lá.
Pegue em minha mão como ninguém pegou antes. Pegue em minha mão do jeito que a Fera nunca pegou na mão da Bela, do jeito que o Príncipe nunca pegou na mão Cinderela no dia de seu casamento. Pegue com todo o sentimento que você sente por mim, e se ver fogos de artifício é porque estará na nossa hora. Hora essa que os olhos de tudo que há de divino ira olhar para nós, e diremos um ao outro: "...". Não diremos nada, pois nossos olhos encontrando um ao outro parece o grito de mil loucos.
Quando largar a minha mão no final da música me prometa: "Você salvará a última dança para mim?"
É preciso de pouco para que algo seja eficaz e inesquecível, só depende de nós.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O dia em que o Céu se calou

A música já não tem sentido, o som que ecoava pelos céus se tornou extinto e os Querubins e Serafins não mais enfeitam mais minha orquestra. Este foi o dia em que o Céu se calou.
Quando algo se cala, é porque esta na hora de escutar. Escutar o som do coração que murchou? Creio que é do grito que minha mente em desespero dá de sua falta.
Minha imortalidade não se faz sentir presente. Quando se faz presente, que desespero me bate, só de pensar em viver para sempre em meu luto de surdez.
Aqui no céu sente-se uma presença fúnebre do seu partir, e minha existência se tornou superficial. Que silêncio, que agonia estar em um lugar onde a música já não toca mais.
Lembro-me perfeitamente de minhas visitas aos tolos mortais. Tolos mais invejados por mim. Como gostaria de viver sabendo que terei um fim. Me sentava em uma praia deserta ao por do sol, e com o estalar de um dedo sentado na areia eu via todo um filme: você andando pela areia sozinho olhando o mar, trazendo um violão nas costas segurado por uma das mãos e corpo semi nu ao som de Garota de Ipanema. Como era mágico quando a música se fazia sentida.
Um tempo depois pedi minhas desculpas e perdões aos meus irmãos, pois tinha mutilado minhas asas e cortado meus pulsos. Deixei que escorresse todo o divino sangue de que foi concebido, e na minha saída cuspi na fonte de onde saía a desejada Ambrosia. No portão um dos anjos veio se despedir de mim, disse-lhe para não se preocupar que o Sol amanhã continuará a brilhar, o céu continuará azul, e as nuvens continuarão lindas pois o trabalho deles é independente do meu, mais eles terão que brilhar sem minha música.
Assim que os portões do Céu se fechou não olhei para trás, apenas escutei um imenso estrondo ensurdecedor que não me fez ver mais nada. Em seguida acordei em um lugar mais humano e menos divino, me olhei e vi que não era mais um anjo. Agora lágrimas caem de meus olhos como se fossem nascentes para algum rio. Agora eu choro, sofro e sinto dor, pois antes as lágrimas eram as invisíveis de minha alma, por ter deixado que partisse.
A vida que era invejável por mim, agora já não tem mais tanto encanto. Não sei para onde ir, não sei o que seguir, mas de uma coisa eu sei: não posso voltar atrás.
Trouxe de lembrança comigo um instrumento, para que algum dia a musica volte e eu tenha em mãos aquilo para que eu possa alimenta-lo. Mas agora que você jaz em minha vida, eu posso dizer: É tarde de mais.
E este foi o dia em que o Céu se calou.


Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo sorrindo se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

domingo, 27 de março de 2011

A vida passa

Viver é uma coisa tão divina que passa entre nossos olhos, que se quer nem percebemos a delicadeza de sua existência.
É engraçado percebermos que o mundo não conta a sua história, e sim a nossa história. Todos em alguma parte de vida se juntam ou se esbarram em algum capítulo dela, parecendo uma grande novela.
Tenho medo de não amar, de não ser amado, de não brincar, de não ser brinquedo. Tenho o medo de qualquer coisa que me faça perceber que não estou em movimento, pois só o que está morto que não se mexe.
Algum dia, em algum tempo, em alguma hora quero ver toda a minha novela, todos os amores, todos os momentos, todos os personagens que fizeram de meu livro um enciclopédia.
Percebi que não quero pular a fase da briga, a fase do desgosto, a fase a felicidade, nem tão pouco a vitória e do fracasso. Percebi que cada qual tem sua função. Função a qual é um sumário para um capítulo, uma introdução para um conto, uma síntese para uma vida.
O bom não é fazer parte da vida, e sim vive-la. Vive-la de forma intensa e nada rápido, pois quero aproveitar casa milésimo de segundo, assim sinto-me vivo, sinto-me em movimento, sinto a vida.
O oxigênio não é essencial para vida, ela é apenas um combustível. O essencial é sabermos que a vida passa, e nela estamos de passagem. Faça de sua vida um livro, um dicionário, uma enciclopédia. O que você não pode deixar de fazer e vive-la.
Então viva, diga para o mundo que você é mais um.

domingo, 20 de março de 2011

Me leve.

Me leve em suas asas de anjo, pois lhe vejo como um lindo arcanjo. Quem sabe assim em suas assas não me sinta um dos melhores querubins.
Quero que no meio da noite você arrombe meu teto e invada meus sonhos, fazendo-os dos mais normais e consumíveis prazeres oníricos possíveis.
Na pura realidade, tenho o maior prazer de saber como é poder voar em suas asas, me levar até o teu céu e me mostrar toda a felicidade que a luz dos teus olhos refletem do santo Sol. Em seus braços no lindo azul, quero escutar os tambores e clarins do lindos anjos que novos subiram aos palacetes da divina paz. Quero ver a dança dos sete véus, que por trás de um deles se revelará uma pessoa humana que sonha, que erra...
Quero viver, ou apenas sonhar com um aprendizado que faça minha própria experiência errante ser uma verdadeira divina comédia. Me ensine a ser empírico em situações ais quais você não irá estar ao meu lado, faça-me apenas amar. O mais simples que seja.
E quando me trazeres de volta ao meu mundo, deixe uma aliança em meu dedo simbolizando tudo aquilo a qual não acredito, mas faça disso um momento de felicidade efêmera.
Quero que a luz de teu sol me alimente de amor, pois sendo alimentado que terei força de cruzar todo o deserto para dizer que te amo no extremo oriente.
Me leve para a fantástica terra santa, onde satanás mora desde tempos remotos. Mostre me as trevas, pois com asas de anjo posso ter a coragem de Apolo. Vamos ao agito dizer a Anúbis que estamos vivos, e contar que Amon Rá é nosso pai e sua luz faz com mortos abram apenas os olhos para verem a exaltação do nosso amor.
Mostre-me como é bom ser anjo, meu anjo.
Salve-me de tudo aquilo quanto me cause sua falta, pois é dela que a angústia vive como parasita.
E finalmente me eleva ao ceú, e com a santa luz... faça-me anjo.



21/03/2011

Leia, releia. Entenda, compreenda...

Saia... saia para cantar, dançar, pular, cantarolar no lar dos lares ares que me sustentam nesses mares de amor. Pois cantarolando nesses anos que me levam aos planos de ser uma pessoa melhor.
Viajando nessas palavras que lavra toda a nossa fala de um jeito muito rara de se existir, porque é no ir que desejamos ficar aqui.
Digo que te amo, mas em outros planos tenho um ano que me meti no cano por falta de um plano.
Esse meu amor me faz embolar em um bambolê, que faço uma gira na ginga do gostar de você.
Por você eu grito, suplico, explico no pico do cabelo do mico que me faz rir de todo esse suplico que lhe explico perante meu grito.
E é por você que nesse texto me embolo, me enrolo como num rolo, porque a vontade é de lhe dar um bolo, por não me fazer de mais um tolo.

21/03/2011