Na vida sabemos que muitas pessoas passarão por nossas vidas pelos mais diversos motivos e, deles tiramos o nosso aprendizado ao fim de cada ciclo. O ciclo como o nome já diz, é de uma mudança constante; as vezes em baixo, as vezes em cima... as vezes aos lados no horizonte do lugar nenhum. Vivendo assim, a grande rotação do contínuo.
(...)
Lembro me perfeitamente quando em sonhos remotos fui um unicórnio. Você me avistou e ficou encantado, fascinado com o mundo das fadas você virou meu fã. Não surpreendo me com a admiração. Quem nunca ter um unicórnio? Com o tempo as aproximações aconteceram, confiança entre um humano e um cavalo é dada ao olho, mas como em nosso mundo encantado só palavremos, a palavra valeu como moeda. Assim seguiu se as estações.. longas estações. Creio que cada estação também pode ser considerada como um ciclo. Nossas foram tantos os ciclos assim?
Com o tempo passou a ser um unicórnio. Mas o unicórnio do meu mundo encantado, virei seu fã. Acho que a vida é isso... uma hora estamos por cima, noutra por baixo, ora no horizonte do lugar nenhum. Cada qual num momento está em algum lugar, em grande rotação contínua.
Fico feliz que uma nova estação se passou e, olha nós aqui mais uma vez! Você é muito especial.
E agora meu cavalinho, quem é fã de quem?
Texto dedicado ao amigo Rubens Oliveira Souza (Paulínia - SP - Brasil) como presente de aniversário. Como estamos longe esse é o presente que eu posso oferecer. Meus agradecimentos.
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Talvez seja esta o título que mais me consta, Picasso de mim mesmo. Em nenhum momento me vi artista, muito menos sátiro e confuso com os próprios sentimentos em alta escala nos cinco sentidos. Apenas estou agora fazendo o meu próprio quebra-cabeça.
Na parede ainda restou aquele nosso quadro com o retrato de nós abraçados e sorrindo felizes. Sento-me na poltrona e dou aquele sorriso besta, um sorriso simples por ter lembrado de você. E olhando nossa foto lembro-me que naquele exato momento tudo que tínhamos era eu e você.
Nossas gargalhadas, nossos gritos, nossas brigas... tudo era válido, principalmente quando em meia brincadeira você pulava por cima de mim, segurava os meus braços e dizia: "Duvido você sair"; que logo em seguida vinha acompanhado de um beijo.
Ao fundo da nossa foto tem aquela cortina cor vinho que você tanto detestava e, ainda fazia questão de dizer todo os dias com um sorriso no rosto. Com aquele sorriso eu me sentia sendo irradiado por algo. Algo que me causava um Síndrome de Stendhal.
Ainda não me conformo como nós fomos vil de deixar o que era um se tornar dois. Me pergunto se um dia você dirá 'Eu te amo' sem o mínimo de remoço ou dúvida. Caso esse dia chegue, por favor, só me acorde quando o Peter Pan crescer.
E me encontro aqui, sentado no poltrona indagando como fomos vil em deixar o que era um se tornar dois.
Em meia displicência reparo que hoje a moldura que enfeita o nosso quadro é mais bonita que a nossa história.
Ao contrário do amor, a saudade é algo de ambígua sensação. Quando a saudade vem ao anoitecer, ela deita sobre meu corpo e sinto o tocar da tua pele.
Teu sorriso é a lembrança perfeita do por-do-sol. Que saudade do entardecer que a tua boca me proporcionava. A tua imagem me consome numa quimera de emoções loucamente inenarráveis.
Oh baby! Me toque pela última vez só por hoje.
Oh darling! Me toque pela última vez quando acordarmos pela manhã , pela tarde, pelo anoitecer, pela madrugada... pela nossa vida. Sempre me toque pela última vez.
Entre sensações e sentimentos há uma parte de mim e o que restou da imagem de você. A saudade numa ambiguidade carnal e emocional, assombram tua existência em minha memória.
Mas ainda sinto o teu corpo vívido tocando o meu, e isto é uma saudade numa mistura de sensações e sentimento.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Seus Olhos
A única coisa de que me lembro era de ter fechado os olhos, simplesmente acordei em outro lugar.
Tudo era tão grande e escuro. Luzes surgiram de todas as partes, e algo mais afrente acendeu de forma cintilante. Uma figura feminina surgiu do clarão, era uma jovem mulher, que com uma voz doce cantou doces palavras com sabor de abaxi. Seu corpo sensual dançava de forma envolvente, e aos poucos suas poucas vestes caiam sob o definhar do ar, deixando teus seios em amostra.
Com olhos avermelhados, me fitava de maneira estranha. Acho que seus negros olhos me davam medo. De seu corpo emanava um perfume com o aroma de luxúria misturado com cravos do Monte da Libertinagem. Toda vez que o teus olhos azuis encontravam como meu, sentia-me mentalmente lesado.
Ladra! Isto que ela era, uma ladra. Roubou a minha atenção, roubou os meu sentidos, roubou o meu tempo... Estou vivendo no teu tempo, acho que estou agora em teu mundo. E esses esverdeados olhos que ainda insistem em me devorar.
Esmaecendo se foi pela fumaça de teu corpo em brasa. Fiquei aqui, neste lugar tão grande e escuro.
Alguém me chama. Acordo. Era ela!... Era ela... Era ela? Sim! A aconheço pelos olhos. Era ela, mas num corpo de um homem.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Peças Intocadas De Argila
Muito tempo se passou desde então. Você mudou e, eu mudei. É
a lei da vida, são as regras da vida, são as regras do jogo.
Há
muito venho me imaginando no final de algo infinalizável, algo em que só os
céus e nós poderemos saber, mas, nunca compreender. Há algo maior, algo acima.
Apenas algo.
De
tanto jogar eu me cansei. Será que é de tanto eu saber a regra do jogo? Sinto
que quanto mais eu sei das regras, mais me sinto contundente comigo mesmo. Com
nós.
Muitas
foram às batalhas em que resolvi combater, mas também muitas foram às batalhas
na qual eu vi que mereciam a minha retirar. Até hoje estou nesta espreita
retirada. Sou forte, sou implacável... Sou o mais frágil de todos. Tudo é bom
quando é bom para todos. Mas para nós, eu acho que nunca chegou a ser algo a ser
definido.
Dei as
costas. Abandonei a batalha, abandonei o meu objetivo. Abandonei... Batalha.
As
coisas e coincidências vêm e vão. As emoções vão e vem. Tudo está em transição,
o universo em expansão. O maldito universo em expansão.
Ainda
entenderei do que você é feito. Do que eu sou feito. Do que o que nós nos
tornarmos nesta vida foi feito. Ou
talvez nunca entendamos... Talvez.
De uma
coisa eu sei. A cada dia algo está mais perto.
E a
nossa trilha sonora achou o caminho, me encontrou. Que dia os nossos caminhos
irão se cruzar novamente? Só os céus e nós poderemos saber, mas, nunca
compreender.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Sombra De Faces
... em dado momento me vi diante do universo em expansão. A
meio todo o breu com pontos de luz chamados de estrelas, vi você se
aproximando. Ele é o puro mau com o nome de arcanjo, mas nós temos o mesmo
nome; nós três. Ele entra de forma sucinta, não se percebe teu veneno.
Astucioso e severo com personalidade sábia, ele te olha nos
olhos e te enxerga na alma. Cada lembrança é retorcida, cada uma. Cada uma.
Ao me olhar no espelho vi meus olhos mudarem e percebi, ele chegou. Com nome de arcanjo, mas em seu mundo está sob formato de cobra,
ele chega e toma forma. Em olhos negros, me vejo trancafiado. Logo eu sendo o
mais complacente. Assim ele toma
forma, Raphael Levi.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Picasso De Mim Mesmo
Talvez seja esta o título que mais me consta, Picasso de mim mesmo. Em nenhum momento me vi artista, muito menos sátiro e confuso com os próprios sentimentos em alta escala nos cinco sentidos. Apenas estou agora fazendo o meu próprio quebra-cabeça.
O outro era emprestado e jogar nas cores, nas formas, e nas regras dos outros já não me eram mais divertidos. Saberei brincar com o meu sim "dotô", eu estarei fazendo as minhas próprias regras e escolhendo os meus próprios personagens, serei o "Pablo da Vinci". Com tons brancos, cinza, grafite e preto irei colorir a minha tela. As cores serão vibrantemente entre o preto e o branco com os seus respectivos degradês.
Não queria apagar as figuras que já vivenciei nesta tela senhor, mas peço para que elas continuem por baixo destes tons que joguei. Há quem dirá que minha tela é grotesca e sem vida, mas para mim seria o espelho da minha própria arte, ambas tem suas significâncias, cores e tonalidades das mais diversas alegrias.
domingo, 12 de agosto de 2012
Molduras Do Nosso Quadro
Na parede ainda restou aquele nosso quadro com o retrato de nós abraçados e sorrindo felizes. Sento-me na poltrona e dou aquele sorriso besta, um sorriso simples por ter lembrado de você. E olhando nossa foto lembro-me que naquele exato momento tudo que tínhamos era eu e você.
Nossas gargalhadas, nossos gritos, nossas brigas... tudo era válido, principalmente quando em meia brincadeira você pulava por cima de mim, segurava os meus braços e dizia: "Duvido você sair"; que logo em seguida vinha acompanhado de um beijo.
Ao fundo da nossa foto tem aquela cortina cor vinho que você tanto detestava e, ainda fazia questão de dizer todo os dias com um sorriso no rosto. Com aquele sorriso eu me sentia sendo irradiado por algo. Algo que me causava um Síndrome de Stendhal.
Ainda não me conformo como nós fomos vil de deixar o que era um se tornar dois. Me pergunto se um dia você dirá 'Eu te amo' sem o mínimo de remoço ou dúvida. Caso esse dia chegue, por favor, só me acorde quando o Peter Pan crescer.
E me encontro aqui, sentado no poltrona indagando como fomos vil em deixar o que era um se tornar dois.
Em meia displicência reparo que hoje a moldura que enfeita o nosso quadro é mais bonita que a nossa história.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Sensações & Sentimentos
Ao contrário do amor, a saudade é algo de ambígua sensação. Quando a saudade vem ao anoitecer, ela deita sobre meu corpo e sinto o tocar da tua pele.
Teu sorriso é a lembrança perfeita do por-do-sol. Que saudade do entardecer que a tua boca me proporcionava. A tua imagem me consome numa quimera de emoções loucamente inenarráveis.
Oh baby! Me toque pela última vez só por hoje.
Oh darling! Me toque pela última vez quando acordarmos pela manhã , pela tarde, pelo anoitecer, pela madrugada... pela nossa vida. Sempre me toque pela última vez.
Entre sensações e sentimentos há uma parte de mim e o que restou da imagem de você. A saudade numa ambiguidade carnal e emocional, assombram tua existência em minha memória.
Mas ainda sinto o teu corpo vívido tocando o meu, e isto é uma saudade numa mistura de sensações e sentimento.







