sábado, 20 de agosto de 2011

Mãe, eu quero ser um Rockstar!

Mamãe eu quero ser um Rockstar. Mãe! Eu quero sair de casa, quero satisfazer meus desejos e realizar minhas confusas utopias.
Pai eu quero a sua benção, pois sei que minha mãe vai ser totalmente negligente à minha loucura, sei que você é homem como eu e entende que preciso ver a cara da vida.
Amigos quero sumir para algum lugar onde haja uma estrada, pois sei que estradas sempre levam a algum lugar. Quero sentir o vento batendo em meu límpido rosto, e presenciar a liberdade fazendo de mim uma metamorfose.
Mamãe eu quero ir para a cidade, quero ver as luzes brilhando em outras cores. Sei que acima do nosso céu azul há um céu negro chamado universo, e que por trás das estrelas há um infinito a descobrir. Mãe não quero ser a estrela, só quero estar entre elas.
São muitos quereres para um simples menino como eu. Mas realmente eu quero botar o meu violão nas costas e o perigo de baixo do meu braço, e sentir o cheiro da aventura em seu pescoço. O meu perigo com toda certeza será alguma pessoa louca como eu que, comigo dividirá meu contundente sucesso.
Vou sair pelo mundo com minhas calças rasgadas como minha vida. Não que minha vida seja um buraco no meio de algo, mas ela tem fiapos de emoção sabe!?! Mas será deste jeito que quero traçar o rumo não da minha vida, mas da minha felicidade.
Mãe, o jeito que vivo é muito bom e feliz. Mas para quem é ambicioso, tudo é pouco. Então entenda minha decisão. Vou sair vida e estrada a fora, pois quero ser um rockstar. Caso um dia eu volte do mesmo jeito que estou indo, saiba que irei voltar pelo menos feliz.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cartas a esmo

Mais um vez escrevo uma carta para você, mas que na verdade é escrita somente em sua intenção, pois sei que em tuas mãos não irá chegar. Esta ficará jogada a esmo, junta com tantas outras que já escrevi à ti.
Cartas, cartas e mais cartas.
São apenas papéis com escritas sentimentalistas. Poderia eu considerar assim, mas a junção de ambos a batizam de cartas. São escritas com palavras que eu gostaria de falar pessoalmente, mas como são variantes as reações, prefiro que fiquem a esmo. Prefiro que estejam sempre comigo, para que um dia um possa me enviar e ler... saber que minhas palavras não foram escritas apenas pela veemência do momento, e sim, pelo sincero sentimento direcionado mentalmente a ti.
Nossa! Quantas cartas, quantos sentimentos. Preferi que ficassem a esmo, para que minhas palavras nunca mais o machuque. Não suporto mais o martirizar, e vê-lo agir com uma felicidade falsa de um 'tudo bem'. Isso é um suplício agonizante para eu presenciar de forma calada.
Se estas cartas realmente fossem enviadas, você iria ver a reação das pessoas sobre nós. Pois é hediondo a forma de como nos matamos a troco de nada. Por isso prefiro ser lépido ao guardar esta carta quando terminar de escrever, pois ela é mortal contém palavras dizendo "eu te amo".
Possuo cartas que são totalmente envenenadas, estão escritas "Ainda te amo" do início ao fim. O veneno é mais mortal quando está escrito "Você ainda está em mim" em letras garrafais. São cartas com sentimentos, pois ainda sou fagueiro.
Me sentiria muito culpado se estas cartas algum dia chegasse até ti. Sei que lhe fará muito mal, a ponto de eu ser condenado por homicídio qualificado. Sem direito a fiança por violar as cláusula pétreas do amor, irei mofar na cadeia do esquecimento.
Me perdoe se algum dia uma destas cartas fugir de meu baú e ir em direção ao dono, pois nenhum filho suporta ficar longe do pai. Não é a minha intenção lhe machucar com palavras, é apenas a minha forma de dizer a mim mesmo que você ainda existe em meu pensamento.
Que esta e outras cartas fiquem a esmo, a meu esmo!

RMiranda

domingo, 10 de julho de 2011

Entre as línguas e a boca.

Música para se escutar enquanto ler: http://www.4shared.com/audio/C5fcMHvv/Goo_Gool_Dolls_-_Iris.htm


É entre as bocas que se cruzam um sentimento. É entre as línguas que se faz o combustível da ilusão romântica. Ao som de uma boa música, eu sinto o seu abraço nunca recebido. Nossa como ele é quente e acolhedor.
Em meu ouvido você fala je t'aime, e eu respondo me too. Na agenda escrevi miss you, e nas estrelas vi formar il mi amore. É entre línguas que nos falamos, entre amores nos entendemos e com as bocas nos tocamos.
Quero poder pegar em suas mãos, e olhar em seus olhos como se mirasse um lindo eclipse. Quero poder fazer uma rosa sangrar vinho para matar a sua sede, e fazer chover em forma de espiral. O no encontro da gota e o chão, poder dançar um valsa com o som do natural.
Quero deixar o esmo e dançar a eterna valsa dos três minutos. Quero tanta coisa, que nem sei mais qual de nós é o personagem mais fictíssimo desse sonho.
Combinaremos então de fecharmos os olhos. Deixaremos as bocas se encontrarem, e as línguas falarem por nós. Seja em que língua ela falar, ela irá falar apenas a verdade. Irá falar o quanto nos amamos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O tempo não sabe de nada


Dizem que o tempo é o melhor remédio; que o tempo sabe o que faz; que o tempo trás toda a sabedoria necessária. Pois digo que o tempo não sabe de nada. A ampulheta esta viva, a areia cai, e ela gira de acordo com um novo amanhecer.
O que fazer quando o tempo faz você agir no presente, pensando em um passado para poder planejar e vivenciar um futuro?
O tempo não sabe de nada. A única coisa de que ele sabe, é que haverá um amanhã. Mas se você pertencerá a ele, não compete-o a saber.
Muito vi pessoas morrem, assim como nascerem. Vi plantas nascerem, assim como morrerem. Vi... vi... apenas te vi e nada fiz pelo nosso tempo.
Hoje me veio sua imagem com toda a perfeição. Nossa como o tempo mudou, e na minha memória ainda continua viva a tua voz, a tua face angelical, o teu gestos e o teu sorriso saindo por trás de seus lábios dizendo sempre o meu nome.
Lembrei de como a brisa era mais leve, de como a cidade foi mais sentida, de como nossa casa mais aproveitada e explorada. Lembrei, de tudo. De tudo que me causa náuseas de bem estar.
Nossa como o tempo não sabe de nada. O tempo mudou, nossas vidas mudou. Sua aparência mudou. Não me vejo como um velho ao olhar para trás, muito menos me vejo como um simples não sei...
Vi com perfeição você, eu e nós. Vi, apenas vi. Mas de nada senti. Minto, senti sim. Senti uma louca vontade de lhe dar um tiro e ao mesmo tempo correr para me jogar na frente.
Até quando o tempo vai ser o que ele pensa ser?
Só sei que o tempo não sabe de nada, de nada sabe. Apenas faz o trabalho dele, que é girar a ampulheta.

domingo, 29 de maio de 2011

Esqueça

Esqueça de tudo aquilo que um dia lhe fez mau;
Esqueça de tudo aquilo que uma dia já lhe fez feliz.
Esqueça de todo o momento de dor, e todo momento de glória.
Esqueça de tudo, mas não esqueça de você.
Reviva pensamentos... Reviva energias já passadas, ou que nunca morram.
Se alguém lhe esqueceu, não se sinta culpado. Pois a verdadeira resposta do erro, vem com os ventos da bonança do tempo.
Se alguém lhe evita, não se sinta atingido. Pois não é só ele que retém a sua felicidade.
Seja forte para guardar lembranças, ou simplesmente esqueça. Mas não seja covarde a ponto de matá-las.
Sei que um sorriso não se esquece. Mas que tal lembrarmos somente dos dentes? Creio que não seja uma má idéia.
Tarde será o dia;
Aventura será uma idéia;
Diversão será um objetivo;
Estupidez será frequente;
Um esquecimento será a salvação.
Depois de tempos se perguntando o porque a pessoa quer lhe esquecer, eu simplesmente respondo: "Não se pode ter tudo ao mesmo tempo."
Se sua história foi escrita na areia da praia;
Desista, pois o mar vai apagar.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dimitri


Era uma tarde fria de outono. Enquanto estava sentada no banco da praça lendo um livro, e caia as últimas folhas alaranjadas das centenárias árvores.
Estava compenetrada lendo um livro sobre as famosas Cruzadas Santas, quando parou em minha frente um homem que exalou um cheiro que me deixou um pouco hipnotizada. Ele era branco, alto, com um corpo não muito atlético; vestia um lindo terno e levava apenas uma rosa vermelha em mãos. Aquele rosa parecia ser a única rosa que sobreviveu o cair das folhas e pétalas das demais.
Com um ar meio que assustada, mas não querendo deixar má impressão lhe disse:
- O seu perfume é fascinante.
Levantei-me no intuito de perecer mais amigável. Mas ele me encarava com um olhar compenetrante ao meu. Quando olhei no fundo dos seus olhos, por um instante, senti que lhe conhecia há séculos.
Em um momento deparei a sua boca na minha. Foi um momento que senti o tempo congelar, o coração parar, e a vida se encontrar. O vento que senti neste momento parecia o girar de uma ampulheta. Logo após ele me deu à rosa e saiu andando. Apenas tive uma força que foi para indagar:
“Mas você não me disse o seu...”
Logo ele me interrompeu dizendo a uma única palavra que saiu de sua boca.
“Dimitri.”
Seu nome ficou gravado em minha mente. Fiquei dias e noites sem dormir querendo saber para onde foi aquele homem misterioso. Dias depois na mesma praça, ando relembrando aquele estranho momento quando me passa uma pessoa com o mesmo perfume do misterioso homem. Parei o rapaz, lhe disse que o seu perfume era fascinante e de bom gosto. E ele me disse: “Se chama Dimitri”
Fiquei perplexa no momento, sentei no bando e me senti louca por uns instantes. Pois estava confusa com tudo aquilo. E de nada mais soube daquele misterioso homem que além de me dar uma rosa, também plantou uma semente para uma eterna primavera.



RMiranda 25/04/2011

domingo, 8 de maio de 2011

Teríamos dois filhos, uma casa, um cachorro, uma felicidade e mais nada.

Esses foram os nossos planos, planos que em pouco tempo construímos e que futuramente estabilizados iríamos por em prática.

Mas o futuro foi mais cruel, decidiu que não seria desta forma. Os filhos foram substituídos os pais, a casa será somente de um dono, o cachorro será o enfeita da rua, e felicidade foi dada para outro. Só me restou o nada mais, que com ele não fiz mais nada, nada mais.

Decidi não fazer planos. Hoje espero por coisas boas, porque a melhor o futuro decidiu não ter. Hoje grito, mas ninguém escuta por conta do temporal. Lembro-me perfeitamente quando você me escutava, era exatamente no tempo em que a felicidade fazia folia em minha vida.

Nesse meu diário foi escritos coisas diárias de alguém, algum, alguma coisa. Não sei mais o que sou. Na verdade não sei que forma você foi embora.

De que forma mesmo você foi embora?

08/05/2011