domingo, 20 de março de 2011

Leia, releia. Entenda, compreenda...

Saia... saia para cantar, dançar, pular, cantarolar no lar dos lares ares que me sustentam nesses mares de amor. Pois cantarolando nesses anos que me levam aos planos de ser uma pessoa melhor.
Viajando nessas palavras que lavra toda a nossa fala de um jeito muito rara de se existir, porque é no ir que desejamos ficar aqui.
Digo que te amo, mas em outros planos tenho um ano que me meti no cano por falta de um plano.
Esse meu amor me faz embolar em um bambolê, que faço uma gira na ginga do gostar de você.
Por você eu grito, suplico, explico no pico do cabelo do mico que me faz rir de todo esse suplico que lhe explico perante meu grito.
E é por você que nesse texto me embolo, me enrolo como num rolo, porque a vontade é de lhe dar um bolo, por não me fazer de mais um tolo.

21/03/2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aplausos para o grande Palhaço.

Aplausos! Aplausos! Aplausos para o grande e verdadeiro palhaço, o mais palhaço dos palhaços de todos os tempos. Aplausos.
Abram-se as cortinas, pois o show vai começar. E no meu picadeiro que eu pensava que existia de todos os tipos de alegrias, descobri que eu era o único palhaço.
Senhoras e senhores, ladies and gentleman, boys and girl. e com vocês o único palhaço deste picadeiro todo... EU.
É tão fácil entrar num mundo de encanto e magia, sentar e assistir a todo o espetáculo magnífico preparado para você, o difícil é você sair dele sem se quer se iludir de que você também era parte desse encanto. Quem é que nunca se imaginou lá no picadeiro, recebendo todos aqueles aplausos? Pois então, depois de muitas risadas, encantos, surpresas e principalmente ilusões ditas e mostradas pelo mágico, é hora do circo fechar as portas. Hora de viajar, como diz o povo 'meter o pé'.
Uma pirueta, duas piruetas. Bravo! Bravoo!!!
O engraçado que quem faz rir, um dia chora. O mais engraçado ainda, que quem você fez rir te fez chorar. Ahh... O mundo sempre foi, um circo sem igual, onde todos representam o bem ou mau.
Então é assim, toda aquela alegria é repentina, foi APENAS uma fase assim como outras. Mas vamos olhar para o futuro, vamos ver qual será a nova cidade onde iremos levar alegria sem nada em troca, mas nunca esquecermos de imagem INESQUECÍVEIS que já nos fizeram felizes retribuindo com a mesma moeda.
O verdadeiro palhaço pinta o rosto para poder viver. Qual será a máscara do amanhã para disfarçar a insensatez?
O picadeiro se fecha, vou saindo pelas ruas com meus malabares de fitas coloridas sozinho, porque vi que eu era o único palhaço de todo esse picadeiro.
Aplausos! Aplausos para o maior palhaço do mundo...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O doce veneno do gostar de você.

Assim como uma serpente no meio do caminho, fez-se você. Misterioso, e ao mesmo tempo passando beleza e o medo de meu próximo passo. E com um passo em falso fez-se o abocanhar do medonho bote.

Senti seu veneno percorrer em meu corpo, suavizando todo o clima medonho num simples pensamento “aconteceu”.


Ao cair no chão me senti envolvido por você que subia em movimento em espirais, que apertava mais e mais meu corpo. Senti meus músculos perdendo a força em um lindo movimento de seu enroscamento por todo o meu ser. Pude jurar que lhe senti em minha alma enquanto ouvia meus ossos estralarem ou quebrarem, ao certo não sei, apenas me senti envolvido por você .

E o veneno que percorria em meu corpo, passava pelas veias como um ácido quando em corrosão. As veias pareciam colaborar com a sua vontade, pois conduziam o seu veneno como um cano que conduz a água. Chegando ao coração foi o ponto de dor, pois daí foi bombeado para todo o corpo de uma forma grotesca e rápida.

No momento em que sentia a minha essência despedindo do meu corpo, senti uma leve alegria. Pois paguei para ver qual seria o valor de querer cruzar um caminho onde você estava, mas infelizmente não pode saber qual seria o troco de passar por cima de você sem que acontecesse algo.

Esse foi o doce veneno do gostar de você.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eu preciso dizer que te amo

Eu preciso dizer que te amo.
Eu preciso dizer que te amo, mais numa maneira que você entenda que o meu simples te amo significa amor.
Eu preciso dizer ao meu mundo o quanto você faz bem... faz bem...
Somos surpreendidos a cada fase da vida, e elas (as fases) oscilam de forma que a cada dia somos uma pessoa. Acordamos como se estivéssemos nascendo. Nascendo para um novo dia, para um novo eu, uma nova oportunidade. Assim é o amor.
"Para todo amor que houver nessa vida, ela merece ser vivida, mas temos que ter trocados para dar garantias."
Eu preciso dizer que te amo, enquanto o vento não leve tudo embora.
Eu preciso dizer que nas oscilações da vida, você tem apenas um pequeno período para se tornar algo resistente aos novos tempos. Quando os novos tempos vem, vem trazendo novos amigos, novos lugares, novos descobrimentos.
Preciso ser feliz ao menos... para dizer que te amo.

Texto de coerência perturbadora. 02/02/2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

You are not alone


Em noites vazias pego-me pensando: "Aonde está você que me abandonou e me deixou na solidão do mim mesmo."
Em noites vazias pego-me pensando: "Aonde estaria aquela pessoa, que em momentos fez meus minutos virarem eternos fins."
Em noites vazias pego-me pensando: "Aonde estaria..."
Em noites vazias pego-me pensando: "Aonde..."
Em momentos de sonho me vejo segurando em suas mãos, e num passe de mágica suas mãos se tornam asas, que me fazem sentir a leve brisa de não estar só. Como anjo você me abraça, e me faz sentir a pessoa mais segura do mundo, e no mesmo instante me apresenta o seu mundo ingênuo e seguro de que todos nós temos a meta de querer viver.
Em crises de existências, simples mente você existia... para mim.
Lhe apresento o meu mundo, pego em suas asas e as transformo em mãos. Nesse momento você vê que não é só você que sabe voar. Pois pego em suas mãos e te levo para a minha pista de dança. Dou-lhe um abraço forte e ao som de uma linda canção clássica, mostro-lhe como é flutuar sem tirar os pés do chão, porque simplesmente levo o chão até você independente da altura que lhe levei.
Novamente pego-lhe pela mão, dou-lhe uma girada e te mostro com um olhar como é fascinante e perigoso o meu mundo. Posso não saber voar, mas posso-lhe ensinar a caminhar com os próprios pés.
Então beije-me, e aprenda todo o segredo de saber o que é amar aquilo que verdadeiramente lhe convém com a louca natureza das coisas.

RMiranda


* Este pequeno texto foi dedicado ao meu pequeno TS (Stuart)
27/12/2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mundo Solidão (parte 2) - A boemia de um amante.

Nesse mundo eloqüente, caminhei por tantos lugares que me deparei numa vila escura de muita neblina, de calçamento como as modestas, singelas e tradicionais ruas da Lapa (Rj).
Olhando aquelas belas ruas, lembrei-me de um amor passado o qual muito me marcou. E quanto mais andava mais lembranças vinham em minha mente, lembranças tão pesadas que faziam cair lágrimas.
Mais a frente vi uma linda rosa vermelha, deparei-me a olhar. Com o olhar fixo, imaginei tantas coisa que poderiam ter acontecido, que a vida poderia ser muito melhor se ainda o amor estivesse ao meu lado.
Diante da rosa, ajoelhei e lhe fiz tantas perguntas e por quês.
Sentei-me na fria calçada naquela linda madrugada, e começei a rir. "Queixo-me às rosas, mas que bobagem, as rosas não falam. Simplesmente as rosas exalam."
Foi quando me deparei com um homem de terno branco, creio eu que seria um típico boêmio. Veio até mim e ficou de pé em minha frente, e eu lhe indaguei:

Eu - Boa noite.
Malandro - Boa noite... Pq choras?
Eu - Por coisas que já vivi.
Malandro - É malandro, quem já viveu tem histórias para contar. E qual é a tua?
Eu - É que cansei de viver de sonhos, vou decidir não sonhar mais. PAREI
Malandro - Malandro não para, malandro dá um tempo.
Eu - Então não vou parar, vou dar um tempo, certo? (com a cabeça baixa, e de tom de voz cabisbaixo)
Malandro - Nem de sonhos e riquezas de vive o homem.
Eu - Os sonhos são ruins, eles nos trazem ilusões.
Malandro - " Malandro pra ser malandro, tem que ter sua carteira. Tem que ser puxador de samba e dançador de gafieira." (e ele cantava com um tom animador, e com seu cigarro e sua garrafa de baixo do braço.)
Eu - Não entendi o cântico...
Malandro - Malandro raciocina comigo. Carteira você ja tem, que é a sua identidade. Agora "mermão" puxa e vida e dança conforme a música. E leve a vida, antes que ela lhe leve "gandango".

E com isso ouve-se um uma melodia que emanava de um cavaco, que foi tomando força até se ouvir um samba. Nisso levantei a cabeça e vi aquele moço de branco com garrafa na mão se indo.
Foi quando me levantei e perguntei o seu nome aos gritos, pois parecia ser uma pessoa muito bem vivida e de bem com a vida. E ele me respondeu cantando ao som da batucada.

Malandro - "Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim....

E ele desapareceu em plena neblina a olho nu. Aquilo me subiu um arrepio tão grande que levantei-me a presas para sair daquela madrugada fria.
Na correria, deparei-me com pessoas e carros, a qual não se passava naquele momento tão esclarecedor e macabro.

Obs: Esse texto foi uma homenagem a uma grande entidade do culto afro, e baseado na música de Cartola - As Rosas Não Falam.

sábado, 17 de abril de 2010

Mundo Solidão


Sozinho...
Solidão para mim é um lugar, um lugar onde apenas eu tenho a chave(ou a cópia dela).
Pois quando se chega nesse lugar você esta sozinho de si, mas lá esta cheio de pessoas que você conhece. Mas elas estão lá apenas pq eu abri a porta (mas eu não me lembro de ter aberto a porta para ninguém).
Ah sim, me lembrei. Eu abri a porta no momento em que eu conheci elas, nisso foram se chegando e assentando que nem um bando de sem terras e sem destino.
Este lugar é lindo, ele é tão negro, mas tão preto e tão escuro que me traz.... felicidade (é a palavra certa). Para quem sabe o preto é uma cor onde ela capta todas as cores e não libera ao contrário do branco (consultar as leis de Newton).
Um dia passando por um campo de grama cinza vi crianças verdes brincando felizes, parei-os e perguntei:
- De que vcs esão brincando?
- Não sei tio, apenas estamos brincando.
- Mas vcs podem me dizer que lugar é esse, pois não conheço esse lado da solidão.
- Tio aqui é a Terra do Nunca, nunca seremos sermos ser... (aos planto de risos e gargalhadas).

Me assustei, ao perceber que todas elas tinham as mesmas faces, a minha em diversas idades. De medo me afastei em quanto eles davam thau...
Caminhando mais um pouco, olhando para o chã pensando na vida reparei que sobre os meus pés tinham tijolos amarelos. Não! Eram ouro.
Meus olhos cobiçados se encheram de cobiça, e em um pulo tentei arrancar aqueles tijolos com as mãos até que ouvi um risada atrás de mim dizendo:
- Nunca vi uma pessoa arrancar de sua vida as estradas que lhe levaram até a fortuna da felicidade.
Dei um grito de susto, vi que era um robô, um homem de lata, sei lá o que aquilo era, só sei que piorou quando eu vi ao meu lado sorrindo com uns caninos enormes, era um leão dizendo:
-Pq gritas assim? Parece um gatinho assustado com medo de água. (gargalhava de cair ao chão)

Ai lhe retruquei.
-Não é todos os dias que vejo uma lata falando, e um leão sorrindo. Esses ouros são de vocês?
-Não são teus, nós apenas somos moradores daqui. (respondeu o homem de lata)
-Se são meus estes ouros eu posso leva-los daqui?
-Claro, mas seria uma burrice, pq vc gostaria de desmanchar toda jornada que você já teve durante a sua vida. Até pq eles não tem nenhum valor material, apenas um valor de experiência. Se você quebra-los, vai ver que são feitos de risos, gargalhadas e lágrimas. (disse o leão, que de medroso não tinha nada, por incrível que pareça ele era até sarcástico, sarcástico até de mais).

Ao longe vi uma menina, olhando bem será que era uma menina? Parecia tanto comigo de longe, que quando chegou perto pude ver que era uma menina sem rosto. Olhei para os lados o robozinho esta com um coração batendo, o leão rindo de sair lágrimas, tirando sarro da minha cara.
Sai puto da vida, quando olhei para trás vi que muitos corriam atrás de mim, bichos, amigos, personagens... Corri,corri até saltar de um desfiladeiro e voar com asas que sempre tive e não via, mas lá eu vi.
Passei horas, naquele mundo estranho e divertido, até que vi em uma montanha colorida com tantos arco-íris que não dava para contar, e lá também vi um homem ou seria um garoto. Chegando mais perto pude perceber que era um espelho, estranhei e comecei me ver chorando, até que perguntei a mim mesmo:
-Pq choras pequeno?

E o eu mim mesmo do espelho respondeu-me com um olhar de sete cores:
-Os heróis também podem chorar, não só de sonhos vive a cria como também o CRIADOR...

[TO BE CONTINUE...]